Premium A relação transe-atlântica

Em 2019 celebram-se os 70 anos da NATO, mas a relação transatlântica vive o seu período mais negro, com divisões provocadas, autoinfligidas e um presidente americano hostil. Lisboa tem um interesse vital neste debate, mas para o moldar tem de fazer mais do que fingir que não é nada consigo.

Depois das saídas dos generais McMaster e Kelly, bateu com a porta do general Mattis. Durante uma parte substancial destes dois anos da presidência Trump, os três dirigiram em simultâneo o Conselho de Segurança Nacional, o staff da Casa Branca e o Pentágono, numa evidente tentativa do presidente em colher autoridade política ao pedigree da instituição militar.

Esse tempo terminou. Nas últimas semanas, outros grandes chefes militares assumiram o desalinhamento definitivo com a Casa Branca, tecendo críticas ao anúncio twitteiro de retirada das tropas da Síria, do Afeganistão e à partidarização feita por Trump na visita às tropas no Iraque. Stan McChrystal chamou-lhe "mentiroso" e "imoral", Barry McCaffrey apelidou-o de "embaraçoso" e William McRaven, o almirante que supervisionou a captura de Bin Laden, afirmou que o presidente "ameaça a Constituição".

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