Premium Professores. BE e CDS defendem regime extraordinário de aposentação

Bloquistas e centristas defendem um programa extraordinário de aposentação antecipada para os professores. PS quer "criar condições" para o rejuvenescimento do corpo docente. Contagem do tempo de serviço é omissa nos programas do PS e CDS.

É uma das imagens deste final de legislatura: BE, PCP, PSD e CDS a trabalharem lado a lado na redação da lei que recuperava a totalidade do tempo de serviço dos professores, contabilizando, para efeitos de progressão na carreira, os famosos nove anos, quatro meses e dois dias. Com uma ameaça de demissão do governo pelo meio, a convergência desfez-se em poucos dias. Mas, olhando para o programa eleitoral dos partidos, no que aos professores diz respeito, há mais pontos a merecer concordância entre os dois lados do espetro partidário: BE e CDS defendem que os docentes devem ter acesso a um regime especial de aposentação antecipada.

Recuperando números recentes avançados pela OCDE, os bloquistas lembram que há apenas 16 professores com menos de 30 anos no 1.º ciclo. Quase metade do universo docente tem mais de 50 anos, sublinha o programa eleitoral do partido, que considera que a "curto prazo", este problema será o "maior desafio para a organização do nosso sistema educativo", dado que nos "próximos cinco anos vão reformar-se 10%" dos docentes e nos próximos dez o sistema público de ensino vai "perder 40% dos docentes".

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