Premium Incêndio no Museu Nacional deixa ministro e prefeito debaixo de fogo

Sérgio Sá Leitão, quarto ministro da Cultura em dois anos de governo Temer, e Marcelo Crivella, o autarca que é ex-bispo da IURD, não têm intenções de se demitir

O fogo que consumiu o Museu Nacional, maior instituição científica do Brasil e da América Latina, pode chegar à carreira de dois políticos: Sérgio Sá Leitão, o ministro da Cultura do governo liderado por Michel Temer, e Marcelo Crivella, o prefeito do Rio de Janeiro. As pressões pelas suas saídas aumentam a cada desenvolvimento sobre o caso que destruiu mais de 200 milhões de itens históricos do museu, mas nenhum dos dois mostrou intenção de se demitir, para já.

"Claro que não, de onde saiu isso?", respondeu Leitão, o quarto ocupante da pasta em apenas dois anos de governo Temer, a um jornalista que o confrontou com os pedidos incessantes nas redes sociais pela cabeça do ministro. Acresce que dois dias antes do incêndio na Quinta da Boa Vista, o responsável do Instituto dos Museus Brasileiros, Marcelo Mattos Araújo, havia posto o lugar à disposição. E já em junho o cargo de Leitão estivera por um fio após discordância entre o ministro e o presidente da República sobre o destino de verbas públicas da Cultura.

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