Daenerys e Jon Snow.
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Televisão

Do prazer à obsessão. O que nos prende às séries de TV

Quantas vezes diz que vai ver só um episódio mas vê quatro? Fica irritado quando as temporadas acabam? Já adiou algum compromisso pessoal para ficar a ver séries? Com o crescimento das plataformas de streaming a preços acessíveis, aumenta o risco de surgirem comportamentos abusivos.

Black Mirror, Friends, How I Met Your Mother, Game of Thrones, Gossip Girl, Teoria do Big Bang, Stranger Things, Dark, etc., etc., etc.. Em três anos, a lista de séries vistas por Leonor, de 16, tornou-se demasiado grande para ser escrita neste parágrafo. "Comecei por ver Anatomia de Grey, aos 13 anos, com a minha mãe", recorda. Naquela altura, assistia apenas a um episódio por semana, mas o acesso a plataformas como Netflix e HBO trouxe as maratonas de séries e até algumas diretas. "Mas poucas", ressalva.

Em tempo de aulas, Leonor assiste, em média, a dois episódios por dia. "Quando estou sozinha, aproveito para ver também durante as refeições, por exemplo." Já nas férias, é mais difícil fazer contas: "Depende. Às vezes passo o dia todo a ver séries, mas há outros em que não vejo nenhum episódio." Interessa-se pelas histórias e é "uma forma de passar tempo" quando está sozinha. Reconhece que o tempo em frente ao ecrã é motivo de grandes discussões em família. Há quem lhe diga que está "viciada nas séries", mas Leonor recusa o rótulo. "Paro quando eu quiser. Faço uma utilização controlada."

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