Premium Argélia. As três vidas de Bouteflika

Apesar dos protestos dos últimos dias, o presidente argelino que não fala em público há sete anos é candidato a um quinto mandato. Mas, face à pressão, diz que sairá dentro de um ano se ganhar.

O presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, apresentou neste domingo a sua candidatura a um quinto mandato, apesar dos protestos dos últimos dias, que levaram milhares de argelinos às ruas a criticá-lo diretamente. Vítima de vários acidentes vasculares cerebrais, Bouteflika não fala em público há sete anos e raramente surge em eventos oficiais. Está atualmente na Suíça a fazer testes médicos.

O antigo chefe da diplomacia da Frente de Libertação Nacional que tornou a Argélia o porta-voz do Terceiro Mundo depois da guerra de independência contra os franceses, Bouteflika caiu em desgraça e viveu no exílio antes de voltar e assumir a presidência em 1999 para sarar as feridas da guerra civil - graças a uma amnistia que envolveu milhares de rebeldes. Mas, nos últimos anos, é muitas vezes comparado a uma "múmia" ou a um "morto-vivo", com os argelinos a temer que o verdadeiro poder esteja nas mãos de oficiais e familiares que o rodeiam.

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