Premium A Realpolitik económica de Costa

Quando não há muito dinheiro... os ânimos exaltam-se. É assim dentro de qualquer lar, mas também de qualquer país. E se nos lembrarmos de que a dívida pública bateu máximos históricos, então as emoções ficam mesmo ao rubro. Quer se alinhe mais à direita ou mais à esquerda, há que fazer muitas contas.

Tudo isto vem a propósito de, em véspera do debate Estado da Nação, o primeiro-ministro, António Costa, ter dito que o exercício da governação faz-se tomando opções e que para se realizar certos investimentos não se poderá fazer outros, em jeito de resposta aos professores que reclamam pela reposição das carreiras.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.