Premium Se querem salvar o jornalismo, comecem por respeitá-lo

A profissão que escolhi corre risco de vida. Há muito que está nos cuidados intensivos. Tem dias em que apresenta ligeiras melhoras, noutros piora drasticamente e, muitas vezes, só sobrevive à custa de uma reanimação dolorosa, que deixa marcas.

Nos últimos anos, vi muita gente boa largar a profissão. Porque caiu no desemprego. Por falta de perspetivas. Por cansaço. Porque tem uma família para sustentar e o amor à profissão não paga contas de supermercado. Gente - de quem provavelmente, já nem se lembram - que contribuiu decisivamente para amadurecer a nossa democracia. Foram para assessores de políticos, de clubes de futebol, para agências de comunicação, para grandes empresas que não pagam o suficiente para alguém ser rico, mas pagam as contas que o jornalismo não paga.

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Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.