Premium Exposições em Portugal e pelo Mundo para ir este verão

Está de férias? De Frida Khalo a heróis da Disney em areia, há muitas e variadas propostas para tornar os dias ainda mais bonitos. Um roteiro estival.

E que tal começar com Picasso? Está na Tate Modern, em Londres, até 9 de setembro a exposição Picasso 1932 - Love, Fame, Tragedy com uma centena de obras do artista numa fase crucial da sua carreira. Na Tate Britain, um olhar sobre a arte na ressaca da I Guerra Mundial. Obras de Ernst, Braque e Picasso, entre outros, nos 100 anos do fim do conflito que deixou marcas profundas. Aftermath: Art in the Wake of World War One fica até 23 de setembro.

Ainda na capital britânica, o museu Victoria and Albert apresenta uma exposição inédita, com objetos pessoais de Frida Kahlo nos 50 anos da sua morte. Até 4 de novembro, Frida Kahlo: Making Her Self Up propõe o conhecimento da vida e obra da artista mexicana através de peças, muitas delas nunca tinham sido mostradas fora do seu país natal. Entre os objetos em exibição, estão vestidos, alguns auto-retratos e a prótese da perna da artista.

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Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.