Isabel II de visita a Portugal

Por uma semana não se falou de mais nada por cá senão da visita de Isabel II a Portugal. Recebida pelo marechal Craveiro Lopes, então Presidente, a "jovem soberana" coroada apenas cinco anos antes vinha reafirmar "a mais velha aliança do mundo", conforme escrevia o DN, no dia 18 de fevereiro de 1957.

A visita da rainha era motivo de festa e os portugueses mostravam-se à altura de receber a convidada real e o marido, Philip. No seu périplo pelo país, que a levou de Lisboa (onde chegou a assistir a um espetáculo no São Carlos) a Setúbal, à Nazaré, a Alcobaça, à Batalha e ao Porto, Isabel II foi acolhida com grande entusiasmo e calor.

Por onde quer que passasse a rainha, havia uma multidão para saudá-la, escrevia o Diário de Notícias nesse arranque de visita oficial, confirmando o desígnio que juntava Portugal e Reino Unido na vontade de "manter estreitos vínculos de solidariedade e colaboração na tarefa civilizadora".

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Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...