Premium A mulher que está a escrever o novo James Bond

Phoebe Waller-Bridge começou no teatro, triunfou na televisão, com o famoso Fleabag, e está na corrida para os Emmys. Neste ano, a sua carreira deu um salto inesperado: foi convidada a integrar a equipa de argumentistas do próximo filme do agente secreto 007.

A biografia artística da inglesa Phoebe Waller-Bridge tem qualquer coisa de fábula. Ou de conto fantástico. Resumindo as suas proezas da forma mais esquemática, mas também mais sugestiva, podemos assinalar dois momentos emblemáticos. Assim, em 2009, pouco depois de concluir a sua formação na Academia Real de Arte Dramática, em Londres, estreou-se no palco do Soho Theatre - tinha 24 anos. Já neste ano soube-se que o seu nome irá figurar no lote de argumentistas do 25.º filme oficial de James Bond, cujo título foi entretanto divulgado (No Time to Die).

Waller-Bridge não será "a" argumentista do novo filme do agente secreto 007. Como é tradicional, trata-se de uma tarefa a várias mãos, incluindo o realizador, Cary Joji Fukunaga, o seu colaborador Scott Z. Burns e ainda Neal Purvis e Robert Wade, veteranos neste género de tarefas. Seja como for, a sua contratação não deixou de ser apontada por algumas vozes mais militantes como um triunfo simbólico do feminino - afinal de contas, é apenas a segunda vez que uma mulher assume a tarefa de argumentista no universo de Bond; curiosamente, a primeira, Johanna Harwood, esteve ligada ao título inaugural, Dr. No/Agente Secreto 007, lançado em 1962. Isto sem esquecer que, deste modo, Waller-Bridge quebra, de facto, qualquer possível domínio masculino na bolsa de valores dos argumentistas, já que, segundo os especialistas da indústria, o seu trabalho lhe deverá valer cerca de dois milhões

Ler mais

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.