Premium A nova esquadra portuguesa

A notícia da chegada do Gonçalves Zarco ao Tejo era dada com grande destaque na edição deste dia 2 de setembro de 1933

Era recebida "com grandes manifestações de entusiasmo" a chegada da nova esquadra portuguesa às águas do Tejo. "Os membros do governo estiveram a bordo do novo barco, tendo-se proferido curiosos discursos", escrevia o DN na edição deste dia 2 de setembro de 1933.

Ainda assim, não foi uma estreia sem percalços, como relatava o jornal. "Apesar do nevoeiro que lhe embaraçou a rota durante algum tempo, o navio chegou a Lisboa à hora marcada, dobrando o cabo Raso e aproando à barra cerca das 9 horas". Duas horas mais tarde, era a vez de ali serem conduzidos os ministros da Marinha, da Guerra, do Interior e da Instrução, além de outras individualidades, recebidos em festa neste momento importante para as forças portuguesas.

"Era tal a aglomeração de barcos em volta do navio recém-chegado que os gasolinas tiveram dificuldade em atracar", relatava o DN, que fazia uma completa reportagem sobre os festejos desse dia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.