Premium Um teste à democracia

Esta instrução tem de ser à prova de bala. Uma acusação definitiva ou um arquivamento não pode deixar dúvidas a ninguém - o mesmo deve ser dito do provável julgamento. Está demasiado em causa.

Já escrevi e falei muitas vezes deste caso. Desde o primeiro dia que afirmo que não sei se José Sócrates é penalmente inocente ou culpado, e o mesmo posso dizer dos restantes arguidos. O meu julgamento pessoal político, ético e moral está feito, mas esse é da responsabilidade de cada um. Como é normal, a acusação aduzida pelo Ministério Público indicia a prática de condutas criminosas, mas numa democracia as condenações só podem ser feitas em julgamento.

O ruído à volta deste processo, as campanhas contra pessoas que se recusam a fazer julgamentos apriorísticos foi de tal maneira descomunal que é inevitável ter de repetir o que deveria ser óbvio. Mas não há nada a fazer. A verdade é que estamos perante o mais importante processo da democracia portuguesa.

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