Premium Emergência de novos partidos é sinal de "desconcerto" à direita

O espaço do centro-direta está em movimentação. Os partidos do mainstream, PSD e CDS, correm em pista própria e em concorrência com novas forças políticas, como o Aliança de Santana Lopes. Serão peças a somar contra a frente de esquerda? Ou a fragmentação deste espaço político ainda dá mais força ao bloco opositor?

O antigo líder do CDS José Ribeiro e Castro sente que há alguma incerteza e preocupação entre o eleitorado de centro-direita. E até alguma confusão. Pela primeira vez desde 2015, PSD e CDS correm em pista própria às eleições europeias e legislativas e terão adversários novos no mesmo espaço político do centro-direita, a começar pelo Aliança de Pedro Santana Lopes. Serão peças a somar contra a "frente de esquerda" ou a subtrair?

"A emergência dos novos partidos é um sinal de desconcerto à direita", afirma Ribeiro e Castro, que considera um "erro" PSD e CDS não terem percebido que deviam aliar-se. "O PSD e o CDS sabem desde 1979, quando se fez a Aliança Democrática (AD), e ela foi feita para isso, que para o espaço à direita do PS ganhar as eleições é preciso ter maioria absoluta", sublinha. E até ironiza: "Há uma dessintonia entre o discurso de contrabaixo e violoncelo contra o governo e a resposta de flauta que é dada contra a maioria de esquerda."

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