Premium Não há missões impossíveis para Tom Cruise

É a grande estreia de entretenimento deste verão: o ator de sempre regressa ao posto de Missão Impossível, num filme em que a ação faz jus ao modelo do herói clássico.

A chegada às salas portuguesas do sexto filme da saga Missão Impossível, protagonizada por Tom Cruise desde o princípio (há 22 anos), justifica a pergunta: este ainda dá conta do recado? Diga-se que, do nosso lado, as notícias não podiam ser mais entusiasmantes. Tom Cruise não só dá conta do recado como o faz com a mesma intensidade de desempenho, físico e psicológico, a que nos habituou. Justamente, o que distingue Ethan Hunt, por exemplo, de um James Bond é que a sua ação física e consciência moral trocam a elegância imanente a esse tipo de herói desprovido de superpoderes por aquilo que o define enquanto ser humano - as suas fragilidades e o sentido de esforço. É importante não desvalorizar, de modo algum, este aspeto.

Aquilo que Cruise, do alto dos seus 56 anos, deixa bem claro na sua composição da personagem é que cada etapa do trabalho de salvar o mundo se traduz mesmo em qualquer coisa aflitiva e diligente, sem preocupações de estilo de performance (esse está lá naturalmente). Por isso, um dos grandes atributos do novo filme continua a ser a "verdade do corpo", essa persistência do ator em executar a maioria das cenas arriscadas, como que procurando a plenitude orgânica das imagens do cinema de ação, que hoje se confundem cada vez mais com videojogos.

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