Premium "Portas não tinha nada que ver com Passos e estiveram no governo quatro anos"

O DN entrevistou cinco candidatos que renovam as listas de deputados. Raquel Abecasis é a quarta desta série. Foi jornalista durante 28 anos dos 52 que tem de vida, mas há dois aceitou o convite de Assunção Cristas para se candidatar nas autárquicas. Gostou tanto do desafio que agora é cabeça-de-lista do CDS, como independente, em Leiria

Por que aceitou o desafio do CDS para encabeçar a lista por Leiria, o círculo pelo qual Assunção Cristas foi eleita?
Está em jogo o futuro da minha carreira política (risos). Aceitei porque dos lugares disponíveis achei que fazia mais sentido encabeçar uma lista. Eu sou independente e, portanto, achei sempre que fazia mais sentido num distrito como Leiria que se identifica bastante com as que são as principais propostas do CDS nestas eleições. Assumindo a responsabilidade da pessoa que vai suceder à presidente do partido.

Este apelo da política, que já começou nas autárquicas, deriva da herança familiar, de o seu pai [Nuno Abecasis] ter sido presidente da Câmara de Lisboa, apesar de ter estado tanto tempo no jornalismo?
Toda a gente diz isso, mas não sei definir muito bem. Não estava nos meus planos inicialmente, eu sempre quis ser jornalista, e fui durante 28 anos, gostei muito e gosto do jornalismo. O que aconteceu ao fim de 28 anos é que achei que já tinha feito mais ou menos tudo o que havia para fazer em Portugal como jornalista e até como repórter internacional e sempre gostei muito de política, que acompanhei no últimos anos, quer como editora de política e depois em cargos de direção e na parte do comentário. E muitas vezes tinha esta sensação de ser fácil estar a comentar o que os outros fazem depois de estar feito e sentia a obrigação de fazer o que achava que devia ser feito e tentar dar aquilo que acho serem os meus talentos ao país. Fez-me sentido quando a Assunção me fez o convite há dois anos para me candidatar na altura às autárquicas e dado esse passo estou a gostar muito do que estou a fazer na política. Estive na Câmara Municipal de Lisboa até agora e acho que posso dar mais ao país. Agora é verdade que tenho uma herança, dado que nasci com a política e vivia de uma maneira que faz sentido. O meu pai foi autarca durante 10 anos na Câmara de Lisboa e tinha muito contacto com as pessoas e conseguia, de facto, mudar alguma coisa. Foram todas essas heranças que me trouxeram à política.

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