Premium A arte difícil da civilização

Hoje um amigo carioca descreveu-me o clima que se vive no Brasil após as eleições e as palavras que usou são fortes e difíceis. Falou-me de ódio, de desconfiança e da violência latente que se sente nas ruas, no emprego e até no seio das famílias. Em todas as cabeças há uma pergunta a queimar: Em quem você votou?

Dou corda à máquina da ficção e tento imaginar algo semelhante a acontecer em Lisboa. Da janela do escritório observo os homens e as mulheres que passam e em cada rosto escondem-se inimigos ou aliados, alguns traidores e poucos heróis.

"Afinal a civilização tem pouco que ver com telemóveis inteligentes, restaurantes gourmet e espectáculos de teatro, a civilização é o que nos mantém unidos apesar de todas as diferenças, e é frágil, é muito frágil."

Penso na história do século XX e assusta-me que possa não ser passado. Afinal a civilização tem pouco que ver com telemóveis inteligentes, restaurantes gourmet e espetáculos de teatro, a civilização é o que nos mantém unidos apesar de todas as diferenças, e é frágil, é muito frágil.

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Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

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Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.