Premium A arte difícil da civilização

Hoje um amigo carioca descreveu-me o clima que se vive no Brasil após as eleições e as palavras que usou são fortes e difíceis. Falou-me de ódio, de desconfiança e da violência latente que se sente nas ruas, no emprego e até no seio das famílias. Em todas as cabeças há uma pergunta a queimar: Em quem você votou?

Dou corda à máquina da ficção e tento imaginar algo semelhante a acontecer em Lisboa. Da janela do escritório observo os homens e as mulheres que passam e em cada rosto escondem-se inimigos ou aliados, alguns traidores e poucos heróis.

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Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?