Comício da CGTP no 1.º de Maio, em Lisboa, em 2018.
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1.º de Maio

Geringonça não chegou aos sindicatos. Em 1974, Soares e Cunhal estiveram juntos

CGTP e UGT realizam mais uma vez manifestações separadas, uma em Lisboa, a outra em Braga, num momento que o debate da legislação laboral segue para a especialidade. BE e PCP desconfiam do PS, que deve procurar apoio no PSD.

Mais de 350 quilómetros separam nesta quarta-feira aquilo que nem uma inédita geringonça conseguiu unir. As centrais sindicais festejam o seu 1.º de Maio, o Dia do Trabalhador, a três horas e meia de distância de viagem: em Lisboa, a CGTP sobe a Avenida Almirante Reis, até à Alameda, onde se concentram os discursos políticos, e a UGT junta-se no Parque São João da Ponte, em Braga, para uma festa.

Há um ano, uma e outra central sindical prometiam luta e mais luta, e reivindicavam aumentos do salário mínimo nacional. Mas a secretária-geral adjunta socialista, Ana Catarina Mendes, avisava o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que não se podia dar passos maiores do que as pernas. "Não podemos dar todos os passos ao mesmo tempo para chegar ao fim. É um passo de cada vez para alcançar a meta."

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Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.