Premium Adriana Calcanhotto: "Não arrisco fazer fado. Sei onde não me posso meter"

É o 18.º disco que a cantora e compositora Adriana Calcanhotto lança na sua carreira. Quando se lhe o diz, surpreende-se: "Então chega! Acho que não vou gravar mais." E revela que o contrato com a editora termina agora.

Ariana Calcanhotto tem um disco novo. Chama-se Margem e reflete muito sobre o mau estado da parte líquida do nosso planeta. É o caso da faixa Oguntê, para a qual a compositora não tinha plano nenhum: "Estava com a televisão ligada e apesar de não estar a prestar atenção ouvi um pescador dizendo para um repórter isto: 'Essa obra de arte de Deus.'" Estava encontrado o ponto de partida para um dos três singles que desvendaram o novo trabalho da cantora.

Oguntê nasce dessa frase apanhada no ar e Adriana Calcanhotto conta como foi durante a entrevista que deu ao DN para falar deste seu novo disco: "Voltei a ver a reportagem. Era um pescador maravilhado com o fenómeno de cardumes de sardinhas na praia da Barra (perto do Rio de Janeiro). Aquilo não acontece mais, acontecia há muito tempo e parou de acontecer, e o pescador era jovem e estava maravilhado com uma coisa que deixou de existir por causa dos homens. E então ele usa essa expressão: obra de arte de Deus." Que encaixava melhor do que nada no que andava a pensar: "A condição dos oceanos." Ou seja: "Esse lixão que os oceanos viraram e que agora preocupa as pessoas porque deram-se conta de que estão comendo o plástico que está dentro dos peixes."

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