O que falta para o Montijo avançar?

O governo previra renegociar com a ANA a extensão do Montijo até meados de 2018. Ainda não aconteceu. Porquê?

O governo previra renegociar com a ANA a extensão do Montijo até meados de 2018, mas isso ainda não aconteceu. É fundamentalmente o financiamento o que está em causa - quem paga o quê.

As obras deviam começar no início de 2019, mas é pouco provável que tal aconteça. A abertura estava prevista para meados de 2022, mas com estas condicionantes isso não deverá ser possível.

A capacidade máxima do novo aeroporto seria atingida em 2054, com 24 movimentos por hora, valor que se manterá até 2062. Já em 2022 estava previsto o aeroporto receber 10 milhões de passageiros.

Para avançar, falta a aprovação do Estudo de Impacte Ambiental, que já está na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para sair para consulta pública. A APA nomeia uma comissão de avaliação, a qual deverá emitir a declaração de impacte ambiental, que aprovará ou não o projeto.

Aprovando, determinará as medidas mitigadoras.

Do lado da Força Aérea, falta uma decisão política para começar a pôr em prática o plano de realocação do contingente que tem estado ali estacionado. Ao DN, a Força Aérea já alertou para o atraso do processo se não for tomada uma decisão oficial nos próximos meses.

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