Premium "Cumprimento as pessoas nos aeroportos, porque a solidão não acontece só nos meios rurais"

Queria fazer apenas um festival de fotografia, mas criou "um monstro". Nas vésperas da segunda edição do National Geographic Exodus Aveiro Fest, Bernardo Conde conta como se tornou fotógrafo e viajante. E fala da sua missão: "Inspirar as pessoas a tirarem o rabo do sofá e a irem conhecer sítios, ou, mais do que isso, a pegarem nos projetos que têm na gaveta."

Tentámos fazer a entrevista no verão, mas Bernardo Conde estava em Madagáscar. Uma situação normal, já que passa, em média, seis meses por ano fora de Portugal. Licenciou-se em Engenharia Ambiental e dos Recursos Naturais, mas foi na fotografia e nas viagens que encontrou o seu lugar. Aos 42 anos, é fotógrafo, formador, líder de viagens. Recebe-nos nos Trilhos da Terra, um espaço cultural, galeria, local de workshops e tertúlias, que nasceu na cave de sua casa. Fala-nos de como a solidão do pastor Adelino o transformou, e de como a grandeza da pequena Niri o deitou ao chão. Agora, prepara-se para a segunda edição de um dos seus mais recentes projetos: o National Geographic Exodus Aveiro Fest. Um festival que reúne em Aveiro, a sua terra natal, grandes nomes da fotografia e do vídeo com o objetivo de "inspirar as pessoas a ir, a sonhar e a ser livres". Apesar de todo o feedback positivo que teve, é-lhe difícil medir o sucesso. Diz que talvez seja como quando viu a primeira manada de elefantes no Quénia: ainda não acredita que aconteceu.

Houve um episódio, em 2010, que mudou a sua forma de fotografar. O que aconteceu?

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