Para fora cá dentro

Sempre que posso faço férias no estrangeiro, não é por aversão ao país ou elitismo saloio, mas gosto de ver outros rostos e desenferrujar as línguas, queixar-me do atendimento e da comida, indignar-me com os preços e regressar ufano, cheio de saudades do pastel de nata e da bica.

Depois de Itália, Grécia e Turquia, este ano estou a pensar ir para Lisboa. A experiência é garantida e os preços são em conta, senão, vejamos: tenho um hostel no meu prédio com nome inglês e óptimas reviews, na rua encontro restaurantes indianos e nepaleses, um pizzeria italiana e até uma vegan bakery que não sei o que é mas parece excitante.

Planeio deslocar-me de tuk-tuk e de eléctrico e até já comprei uns calções com bolsos e um walking stick.

Quando regressar mostro as selfies.

Ler mais

Exclusivos

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.