Zapatero: "Não há consolo nem atenuante"

O primeiro-ministro espanhol afirmou que "não há consolo nem atenuante" para os números do desemprego em Espanha, que voltaram a aumentar em Janeiro, um problema que o novo acordo social, hoje assinado, pode ajudar a resolver.

José Luís Rodríguez Zapatero falava depois da cerimónia de assinatura do acordo social pelo ministro do Trabalho, Valeriano Gómez, pelos líderes sindicais Ignacio Fernández Toxo (CCOO) e Cándido Méndez (UGT) e pelos presidentes da associação patronal CEOE, Juan Rosell e CEPYME, Jesus Terciado.

A cerimónia ocorreu horas depois do Ministério do Trabalho ter revelado que o desemprego em Espanha atingiu em janeiro o valor mais elevado desde 1996, com mais de 4,2 milhões de pessoas sem trabalho, um aumento de 3,2 por cento face ao mês anterior.

No final de janeiro, estavam desempregadas em Espanha 4.231.003 pessoas (mais 131 mil do que em Dezembro), o nível mais elevado desde que se começou a recolher esta estatística de forma equivalente, em 1996.

"Este é um mês sazonalmente mau, mas não há consolo para os dados do desemprego, nem atenuante. Mas muito menos resignação perante esses dados e, por isso, assume especial significado o acordo de hoje", disse.

Segundo o primeiro-ministro espanhol, "o acordo aborda uma reforma muito profunda, a mais ambiciosa das políticas ativas de emprego, com medidas de cariz estrutural que partem da constatação de que há que fazer mudanças nos serviços de emprego e no desenho de itinerários personalizados para desempregados".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG