Uma das ofertas para a compra da TAP garante trazer novos aviões já

Proposta prevê renovação da frota assim que o acordo definitivo esteja assinado. Aviões começariam logo a voar. Neeleman, Efromovich e Pais do Amaral fizeram ofertas. Governo quer processo fechado até fim de junho.

Garantir a entrada de novos aviões na TAP assim que o acordo definitivo esteja fechado é o que se propõe numa das ofertas entregues ontem ao governo. O DN sabe que, entre as ofertas ontem recebidas pelo governo, houve quem propusesse que parte da recapitalização, avaliada em 300 a 350 milhões de euros, passe pela renovação da frota. Não com aeronaves encomendadas - que demoram sempre meses a chegar - mas através de aviões que já estão disponíveis para começar a voar com as cores da companhia aérea nacional. Uma proposta que reforça a ideia de compromisso com o projeto industrial da empresa e de dar fôlego ao crescimento da TAP.

O governo recebeu ontem três ofertas vinculativas para a aquisição de até 61% do capital da TAP, que vão ser analisadas até sexta-feira pela Parpública (no que respeita ao projeto financeiro) e pela própria companhia aérea (a parte técnica). Depois, o governo tomará uma decisão. E se tudo correr como esperado -, o negócio estará fechado até ao fim de junho. Na corrida estão Germán Efromovich, dono da Avianca, David Neeleman, da Azul, e Miguel Pais do Amaral, que detém o Grupo Leya. Os dois primeiros fizeram viagens de longo curso na TAP para vir a Portugal - oportunidade em que puderam constatar o desgaste dos aviões da companhia portuguesa e a necessidade de renovação da frota. Ambos donos de companhias de aviação, a idade média dos aviões da Avianca é de cerca de nove anos, enquanto a frota de Neeleman é a mais jovem a operar no Brasil. Os aviões da Azul têm apenas quatro anos, em média.

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