UGT quer mais ação e menos palavras do Governo

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, disse hoje que a central sindical quer "mais ação e menos palavras" do Governo na proposta final de Orçamento do Estado (OE) para 2014, reclamando no imediato o aumento do salário mínimo nacional.

"Vamos aguardar (...) e ver se há ou não sensibilidade do Governo para responder a este consenso que anda sempre a falar em relação à UGT, porque a UGT também está um pouco cansada de consensos. Precisamos de mais ação e menos palavras. Vamos ver se efetivamente [as propostas da UGT] são compagináveis na proposta final de OE", declarou Carlos Silva.

O responsável da central sindical falava aos jornalistas no parlamento, em Lisboa, depois de encontros com representantes das bancadas parlamentares do PS e do CDS-PP.

Questionado sobre uma alegada abertura para rever o salário mínimo nacional em 2015, o secretário-geral da UGT contrapôs reclamando uma mudança nesse valor para o imediato.

"Não sei se não sou vivo no final de 2015 e muitos portugueses também não. Temos é de matar a fome aos filhos e netos amanhã, depois, e no ano que vem. Em 2015 não sabemos o que vai acontecer, isso é outro cenário", sustentou.

Junto de PS e CDS-PP a central sindical sublinhou a sua posição sobre o OE para 2014, um documento "violento e um orçamento obsessivo".

"Obsessivo na procura de medidas de austeridade que continuam a empobrecer o país. Depois de alguns discursos de tranquilização e alguma acalmia e otimismo somos confrontados com um conjunto de medidas que não são compagináveis com esse discurso", lamentou o sindicalista.

Reconhecendo sintonia com o PS, Carlos Silva alertou para a "responsabilidade acrescida" da bancada do CDS-PP e do PSD para, junto do Governo, procurarem melhores opções no OE, sendo de registar "com alguma satisfação" as medidas entretanto revistas, como o aumento do limite mínimo de reduções salariais dos 600 para os 675 euros.

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