UGT e CCP 'aprovam' mais tempo para pagar dívida, CGTP diz que política do Governo falhou

A UGT e CCP congratularam-se hoje com o pedido do Governo português para estender os prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, já a CGTP diz que é a demonstração do falhanço da política do Governo.

À margem da reunião de concertação social, que decorreu hoje no Conselho Económico e Social (CES) ao longo de 5:30 horas, o secretário-geral da UGT classificou de "positivo" para Portugal que haja uma extensão dos prazos, à semelhança do que aconteceu noutros países sob ajuda externa.

Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, viu com bons olhos este pedido do Governo português que poderá ajudar "a distribuir mais dinheiro para a economia", algo que ainda não aconteceu.

Já para a CGTP, esta solicitação feita aos parceiros europeus "demonstra que as políticas do Governo falharam", tal como tem vindo a ser defendido pela central sindical, argumentou Arménio Carlos.

Questionado sobre a matéria, o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, remeteu quaisquer esclarecimentos para o Ministérios das Finanças, recusando pronunciar-se a este propósito.

Na segunda-feira, o ministro português das Finanças disse, em Bruxelas, que pediu aos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, de modo a facilitar o regresso aos mercados, afirmando ter a "expectativa fundada" do apoio dos seus parceiros do euro.

Vítor Gaspar indicou, na altura, que sublinhou, perante os seus homólogos, o facto de Portugal ser um país "que cumpriu e que cumpre" os seus compromissos do programa de ajustamento, e que a "forte capacidade de execução" permite que o país esteja agora "prestes a poder realizar emissões no mercado primário de obrigações".

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