Todos os prémios Nobel da Economia

2010 Peter Diamond, Dale Mortensen e Christopher Pissarides

2009 Elinor Ostrom e Oliver E. Williamson

2008 Paul Krugman

2007 Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson

2006 Edmund S. Phelps

2005 Robert J. Aumann e Thomas C. Schelling

2004 Finn E. Kydland e Edward C. Prescott

2003 Robert F. Engle III e Clive W.J. Granger

2002 Daniel Kahneman e Vernon L. Smith

2001 George A. Akerlof, A. Michael Spence e Joseph E. Stiglitz

2000 James J. Heckman, Daniel L. McFadden

1999 Robert A. Mundell

1998 Amartya Sen

1997 Robert C. Merton e Myron S. Scholes

1996 James A. Mirrlees e William Vickrey

1995 Robert E. Lucas Jr.

1994 John C. Harsanyi, John F. Nash Jr. e Reinhard Selten

1993 Robert W. Fogel e Douglass C. North

1992 Gary S. Becker

1991 Ronald H. Coase

1990 Harry M. Markowitz, Merton H. Miller e William F. Sharpe

1989 Trygve Haavelmo

1988 Maurice Allais

1987 Robert M. Solow

1986 James M. Buchanan Jr.

1985 Franco Modigliani

1984 Richard Stone

1983 Gerard Debreu

1982 George J. Stigler

1981 James Tobin

1980 Lawrence R. Klein

1979 Theodore W. Schultz e Sir Arthur Lewis

1978 Herbert A. Simon

1977 Bertil Ohlin, James E. Meade

1976 Milton Friedman

1975 Leonid Vitaliyevich Kantorovich e Tjalling C. Koopmans

1974 Gunnar Myrdal e Friedrich August von Hayek

1973 Wassily Leontief

1972 John R. Hicks e Kenneth J. Arrow

1971 Simon Kuznets

1970 Paul A. Samuelson

1969 Ragnar Frisch e Jan Tinbergen

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Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

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Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...