Taxas aliviam de máximos em dia de colocação de dívida

Os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos estão hoje a atenuar face aos máximos históricos atingidos na segunda-feira, enquanto que as taxas a cinco anos voltam a aliviar do recorde de quase 7 por cento da terça-feira.

Às 09:20, as taxas de juro médias associadas às obrigações soberanas a 10 anos negociavam nos 7,31 por cento no mercado secundário, abaixo dos máximos históricos de 7,422 por cento da média do dia de segunda-feira e de na terça-feira se terem fixado nos 7,41 por cento. Os investidores aguardam a realização hoje do leilão da nova linha de Bilhetes de Tesouro, com um montante indicativo entre 750 milhões de euros e 1000 milhões de euros.

"O IGCP vai realizar hoje pelas 10:30 horas um leilão da linha de BT com maturidade em Fevereiro de 2012, com um montante indicativo entre 750 milhões de euros e 1000 milhões de euros", anuncia o Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) na sua página electrónica. A 19 de Janeiro, na última emissão semelhante à que está anunciada, com maturidade de 12 meses, o IGCP pagou um juro de 4,029 por cento para uma colocação de 750 milhões de euros, tendo a procura sido ultrapassado 3,1 vezes a oferta.

Também esta manhã, o Estado vai recomprar dívida que vencia em abril e junho deste ano, num montante que depende "das condições do mercado", de acordo com o IGCP. O IGCP emite dívida pública através essencialmente de obrigações e bilhetes do tesouro - o grosso dos instrumentos de financiamento e que se destinam a investidores institucionais - mas também através de certificados de aforro e certificados do tesouro, adquiridos preferencialmente por particulares.

Até 7 de Fevereiro, quando o Tesouro português fez uma emissão de dívida sindicada de 3,5 mil milhões de euros a uma taxa de 6,5 por cento, o Estado assegurou 30 por cento das necessidades de financiamento deste ano de médio e longo-prazo. Já o 'spread' face aos títulos de dívida alemã (referencial para a Europa), ou seja, o prémio pedido pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas em vez de alemãs, situava-se na maturidade a dez anos nos 413,2 pontos base.

Na dívida soberana a cinco anos, os juros voltaram hoje a aliviar dos máximos de terça-feira de 6,959 por cento no mercado secundário, para os 6,836 por cento, enquanto que o 'spread' face à dívida alemã era de 449,8 pontos base. As taxas da dívida soberana a cinco anos, que nos últimos dias têm registado máximos históricos, estão, assim, próximas dos 7 por cento.

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