"Situação de Portugal é muito diferente da Grécia"

A diferente escala da crise, o maior consenso político e os resultados da consolidação orçamental são os três principais factores que separam Portugal da Grécia, dois países que recorreram à ajuda internacional, defendeu hoje o comissário europeu Olli Rehn.

"A situação de Portugal é muito diferente da Grécia", afirmou o vice-presidente da Comissão Europeia, após um encontro que demorou cerca de uma hora, em São Bento, com o primeiro-ministro Passos Coelho e com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

"Desde logo, a crise [vivida nos dois países] não tem a mesma magnitude. Depois, em Portugal há um consenso político mais alargado sobre o programa de ajustamento económico. E a consolidação orçamental em Portugal já está a ter efeitos", justificou o responsável, que respondia a questões dos jornalistas.

Questionado sobre se Portugal precisará de mais tempo ou de mais dinheiro no âmbito do programa de ajuda internacional ao país, Olli Rehn disse apenas que o país tem que se esforçar por cumprir o que está estabelecido no memorando com a 'troika'.

"É essencial que as forças políticas e os parceiros sociais se foquem no cumprimento do programa. Espero que tenha resultados", destacou.

Já sobre uma eventual redução da carga fiscal em Portugal, após o fim do programa (em 2013), o comissário considerou que "o que o futuro trará, tem que se esperar para ver".

Olli Rehn preferiu realçar que "o Governo português está totalmente empenhado em cumprir as metas do défice" e concentrado "nas reformas económicas e orçamentais em andamento para restaurar a competitividade económica do país".

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