Sargentos não deixam "cair os braços"

O presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho, garantiu hoje que a entidade que representa "não vai deixar cair os braços" face à viabilização pelo Tribunal Constitucional do alargamento da contribuição extraordinária de solidariedade.

Em declarações à Lusa, Lima Coelho afirmou que, enquanto associação representativa de determinado grupo profissional, a Associação Nacional de Sargentos (ANS) não vai deixar "cair os braços".

"Não deixaremos de procurar encontrar outros caminhos que defendam a qualidade de vida dos cidadãos, no fundo daqueles com quem temos um juramento feito perante a bandeira e o país", disse o responsável, acrescentando que a associação vai continuar a tentar sensibilizar a tutela e os partidos políticos para a situação.

O Tribunal Constitucional (TC) declarou na quarta-feira constitucionais as normas do Orçamento Retificativo que alargaram a Contribuição Extraordinária de Solidariedade e os aumentos dos descontos para os subsistemas públicos de saúde.

O responsável da ANS garantiu respeitar a decisão do TC, mas considerou que vão continuar a ser os mesmos a pagar pelos erros de sucessivos governos.

"Infelizmente a decisão vai recair uma vez mais sobre os mesmos. Aqueles que durante toda uma vida contribuíram, almejando o direito a uma velhice tranquila e repousada, vão enfrentar na parte final da vida dificuldades não esperadas", salientou o presidente da Associação Nacional de Sargentos, Lima Coelho.

"Não deixamos de fazer a análise que está por detrás de tudo isto e, desde logo, a indescritível pressão exercida ao TC por vários governantes e, também não somos insensíveis ao resultado da votação dentro do próprio tribunal em que ao contrário de decisões anteriores existe unanimidade, na quarta-feira foi um resultado à tangente", disse.

A decisão de declarar constitucional o alargamento da base de incidência da contribuição extraordinária de solidariedade (CES), com cortes nas pensões acima dos mil euros, foi votada por sete dos 13 juízes conselheiros do Palácio Ratton.

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