Resultados "históricos" são "fruto do processo de internacionalização"

O presidente da EDP, António Mexia, classificou os resultados como "históricos, mais uma vez" e explicou que se trata do "fruto do processo de internacionalização", sobretudo nos mercados do Brasil, Polónia, Roménia e Estados Unidos.

Mexia especificou que 61 por cento do EBITDA - o resultado operacional mais elevado de sempre, disse - foi gerado fora de Portugal, quando no primeiro trimestre de 2006 a percentagem era de 39 por cento.

Por outro lado, do lado da produção, 71 por cento da energia gerada pela EDP teve origem em fontes renováveis, hídrica e eólica.

Ou seja, destacou Mexia, os maiores contributos para o EBITDA vieram das subsidiárias EDP Brasil e EDP Renováveis, com crescimentos de 20 e 19 por cento, respetivamente.

Já os resultados operacionais em Portugal caíram 6 por cento no trimestre, o que António Mexia justificou com "a geração e o descomissionamento das centrais mais antigas", nomeadamente a do Carregado.

O presidente da elétrica destacou igualmente que a empresa conseguiu reduzir a dívida líquida em 2,2 por cento, para valores próximos dos 16 mil milhões de euros, o que representa 3,6 vezes o EBITDA ajustado.

A EDP registou lucros de 342 milhões de euros no primeiro trimestre do ano face ao ano anterior, com resultados operacionais de 1.008 milhões de euros, um crescimento de 7 por cento que se deve às operações internacionais.

A EDP está com oito centrais hídricas em fase de construção em Portugal, que envolvem um investimento total superior a 3 mil milhões de euros até 2020. Estes projetos representavam 856 milhões de euros até ao final de março de 2011.

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