Reino Unido fica de fora das medidas de resgate financeiro

O Reino Unido vai ficar de fora das medidas aprovadas pelo Conselho Europeu em Bruxelas sobre o resgate a países com problemas de financiamento, reiterou hoje o primeiro ministro britânico.

"Saúdo os passos dados que os países da zona euro se comprometeram hoje a dar", afirmou David Cameron, numa conferência de imprensa no final do conselho europeu realizado em Bruxelas. Todavia, lembrou que "o Reino Unido não faz parte do euro nem vai entrar no euro e por isso é correto que não sejamos envolvidos nos arranjos internos da zona euro". Esta opção de ficar de fora de futuros resgates de países da zona euro, lembrou, foi negociada em Dezembro. Por isso é que Cameron hoje afirmou que o Reino Unido não iria aderir ao pacto hoje concluído.

Os líderes europeus aprovaram um pacote de medidas para fortalecer a governação económica dos 27 e chegaram a acordo sobre um aumento e flexibilização dos fundos de resgate aos países que tenham dificuldades em financiar-se.

No entanto, o Reino Unido continua comprometido com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) criado temporariamente no ano passado para ajudar a Irlanda,para o qual contribui com cerca de 12 por cento.

Um estudo divulgado pela organização Open Europe na quinta-feira estimava em entre 810 milhões e 4260 milhões de euros o custo para as finanças britânicas se Portugal for obrigado a pedir um resgate. Isto levou deputados do próprio partido Conservador de David Cameron e colunistas na imprensa a criticar a participação do Reino Unido no plano. Sem mencionar Portugal, o chefe do governo reiterou o interesse do país em "apoiar os esforços da zona euro para dar estabilidade à zona euro e ao mesmo tempo proteger a soberania britânica".

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