Regency fecha e deixa 174 sem emprego

A fábrica têxtil Regency, instalada há 20 anos em Caminha fechou as portas de vez, deixando 174 trabalhadores no desemprego, informou hoje fonte sindical.

A fábrica estava já com a produção suspensa desde o final de 2009, depois de ter sido declarada insolvente.

O coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, Branco Viana, disse hoje à Lusa que em causa está um passivo de cerca de cinco milhões de euros, considerado "inultrapassável" pelo administrador judicial.

"Perante este cenário, a assembleia de credores, realizada terça feira, decidiu avançar para a liquidação judicial, o que significa a morte daquele que era o maior empregador privado do concelho de Caminha", referiu.

Segundo Branco Viana, os trabalhadores têm créditos avaliados em dois milhões de euros, referentes às indemnizações pelos anos de serviço na fábrica, havendo ainda dívidas de 2,9 milhões de euros à banca.

Há também alguns sócios da empresa que reclamam créditos no valor de 300 mil euros.

Quando pediu a insolvência, em inícios de Dezembro, a Regency, que pertence a uma multinacional de capitais indianos e se dedicava à confecção de fatos, alegou dificuldades económico-financeiras, traduzidas numa dívida de 3,2 milhões de euros.

A empresa queixava-se dos efeitos da concorrência, tanto de outras empresas portugueses como da "grande oferta" do leste da Europa e Ásia, de que estaria a resultar a redução das encomendas e a falta de trabalho nos vários departamentos.

"O que diziam é que o preço de fabrico de cada fato era superior ao preço de venda", adiantou outra fonte sindical.

Esta situação já tinha levado a algumas medidas como antecipação e alteração de férias, redução de prémios e implementação de redução de benefícios salariais.

Em Junho, a Regency implementou um lay-off parcial, por um período de seis meses, laborando apenas três dias por semana, com uma redução salarial de um terço.

No fim do período legal de lay-off, a 30 de Novembro, a Regency voltou a trabalhar a semana completa, sendo que cinco dias depois a administração pediu a insolvência da empresa.

A Câmara de Caminha já encetou contactos com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, para tentar encontrar um investidor eventualmente interessado em aproveitar as instalações da Regency.

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