Redução do défice ainda aquém das expetativas

A redução no défice orçamental conseguida por Portugal em 2011 foi "significativa" mas ficou aquém das expetitativas, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI) em documentos hoje divulgados.

"Em Portugal, a meta orçamental foi atingida através de uma transferência parcial dos fundos de pensões da banca, o que implica que o ajustamento subjacente em 2011 tenha sido inferior ao esperado", lê-se numa atualização do "Fiscal Monitor" (publicação sobre políticas orçamentais) do Fundo.

Segundo números do Governo, o défice orçamental em 2011 cifrou-se nos 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 5,9 por cento inicialmente previstos. No entanto, sem a transferência dos fundos de pensões, o défice teria ficado nos 7,5 por cento do PIB.

O FMI destaca que o ajustamento conseguido por Portugal foi ainda assim "muito significativo", equivalendo a "quatro pontos percentuais do PIB ajustado para o ciclo".

A nível europeu, o FMI nota que em 2011 os défices orçamentais caíram, em média, dois pontos percentuais do PIB entre os 17 (para uma média de 4,3 por cento do PIB na zona euro). No entanto, este ganho é resultante sobretudo da redução no défice orçamental da alemanha (que terá caído de 4,3 para 1,1 por cento no ano passado).

O FMI defende que os países da zona euro com mais "folga orçamental" devem "reconsiderar" as políticas de austeridade e concentrar-se na promoção do crescimento económico.

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