Recuperação deve-se ao "sacrifício" de famílias e empresas

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou hoje que os primeiros sinais de recuperação económica em Portugal são "mérito" que deriva dos "sacrifícios" das famílias e das empresas.

"Portugal está a viver os primeiros sinais de recuperação económica cujo mérito se deve aos sacrifícios das famílias e das empresas a operar em Portugal", disse Pires de Lima numa intervenção proferida no encerramento da conferência Estratégia para o Crescimento Europa 2020.

Apesar dos indícios de recuperação verificados nos últimos trimestres e, em particular, o crescimento de 1,3% registados no terceiro trimestre do ano, Pires de Lima considerou que "estes sinais devem ser olhados com cautela, mas com moderado otimismo, pois são encorajadores e consistentes".

Para este desempenho positivo da economia contribuiu a evolução das exportações portuguesas que "representam hoje 41% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo assinalável o desenvolvimento internacional".

"Desvalorizar este crescimento significativo das nossas exportações não é desvalorizar o trabalho do Governo, mas o enorme esforço das empresas", salientou Pires de Lima.

O ministro da Economia lembrou ainda, na sua intervenção, que "um forte impulso de empreendedorismo" permitiu a criação de "mais do dobro de novas empresas nos primeiros nove meses do ano, face ao número de empresas que encerraram".

O governante lembrou ainda a criação de 120 mil postos de trabalho em Portugal nos últimos seis meses do ano, um sinal demonstrativo da "existência de uma nova geração de empreendedores".

"Acredito que 2014 será o ano do empreendedorismo português", arrematou o ministro da Economia.

Lisboa acolheu hoje uma conferência para a promoção de parcerias de negócios, no quadro de uma "Missão para o Crescimento" lançada pela Comissão Europeia, com o objetivo de apoiar a recuperação das Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas.

No evento, que decorreu na Meo Arena, no Parque das Nações, participaram, do lado do Governo, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e o ministro da Economia, Pires de Lima, entre outros, enquanto a Comissão esteve representada pelo comissário europeu da Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, que se fez acompanhar nesta "missão" a Portugal, que se prolonga até sexta-feira, de representantes de cerca de 150 empresas europeias.

Esta iniciativa havia sido anunciada, a 05 de outubro passado, pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que, por ocasião do Fórum Empresarial do Algarve, revelou que encarregara o vice-presidente Tajani de realizar este evento em Portugal, em colaboração com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

O objetivo, indicou então José Manuel Durão Barroso, é "promover ativamente o investimento em Portugal e fomentar parcerias com empresas nacionais", estando previsto, segundo o executivo comunitário, que, na sexta-feira, os representantes de empresas europeias mantenham "mais de 1.800 encontros bilaterais com PME portuguesas para a formação de novas parcerias e discussão de oportunidades de colaboração em setores-chave da economia portuguesa, tais como o turismo, a agricultura e a economia do mar".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG