Recomendação de Bruxelas é simples: implementar o programa

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, disse hoje, na apresentação das "recomendações" de política económica aos 27 Estados-membros da UE, que a Portugal cabe "simplesmente implementar o programa" acordado com a troika.

Apontando que as recomendações são feitas "à medida para cada país, já que reflectem o facto de os desafios variarem muito de Estado-membro para Estado-membro", Rehn observou, em Estrasburgo, que ainda assim "é possível distinguir três categorias" de países: os que já negociaram programas com UE e FMI, aqueles que não precisam de ajuda externa mas têm graves problemas orçamentais e de competitividade, e aqueles cujos problemas de dívida são menos urgentes e têm as contas públicas em ordem.

"Aos primeiros, recomendamos simplesmente que implementem o programa com determinação e resultados concretos", declarou, referindo-se a Grécia, Irlanda e Portugal.

Fonte comunitária já havia explicado à Lusa que as orientações e medidas que Portugal tem de tomar nos próximos meses já estão contidas no memorando assinado entre a 'troika' internacional (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) e o Governo de José Sócrates.

As "recomendações" hoje apresentadas pela primeira vez, que se baseiam na nova "coordenação económica reforçada" entre os Estados-membros e são feitas ao ritmo do "semestre europeu", serão discutidas e avalizadas pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia na reunião que vão ter a 23 e 24 de Junho em Bruxelas.

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