Recessão atingiu os 4%

O INE reviu hoje em baixa o crescimento económico nos primeiros três meses do ano, e estima agora uma queda de 4% face ao primeiro trimestre de 2012 e de 0,4% comparando com os últimos três meses do ano.

Os números foram revistos após a estimativa rápida divulgada a 15 de maio pelo Instituto Nacional de Estatística e apontam para uma queda mais expressiva em 0,1 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB), explicando esta revisão com a "incorporação de informação adicional sobre comércio internacional".

A queda de 0,3% nas exportações de bens em volume no primeiro trimestre terá motivado parte da queda registada agora, tal como uma redução no efeito preço associado a estas trocas, apesar de se notar uma recuperação nas exportações de serviços.

Esta é a segunda maior queda do PIB em termos trimestrais desde que há registo (primeiro trimestre de 1979, com colagem de dados do Banco de Portugal e com bases de contas diferentes), tendo o pior registo ocorrido no primeiro trimestre de 2009 (queda de 4,1% do PIB).

O grande fator a empurrar a economia para a recessão continua a ser a procura interna, sendo que no primeiro trimestre deste ano foi o investimento em volume que maior contributo deu, passando de uma queda de 2,1% em termos homólogos no final do ano passado para 16,8%.

O investimento em construção foi o que maior queda registou, passando de uma queda em termos homólogos de 18,5% no quarto trimestre de 2012 para uma queda de 25,7%.

O consumo privado até registou uma queda menos pronunciada no primeiro trimestre do ano, especialmente devido a uma queda menos pronunciada da despesa das famílias em bens duradouros, como os componentes de automóveis. A queda homologa passa de 20,7% para 7,5%, muito por culpa de um efeito de base, uma vez que a queda tinha sido muito pronunciada no primeiro trimestre de 2012.

A balança comercial conseguiu por sua vez um resultado positivo, atingindo os 1,4% do PIB no primeiro trimestre, contra uma queda de -1,7% no primeiro trimestre de 2012 e de 0,4% no último trimestre do ano.

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