Rajoy diz que vai rever previsões económicas para 2013

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse hoje que o executivo vai modificar as previsões económicas para 2013, tendo o ministro da Economia antecipado que serão divulgados valores "mais conservadores".

Rajoy referiu-se à correção nas previsões - que serão comunicadas a Bruxelas nas próximas semanas - em resposta a uma pergunta sobre esses indicadores, feita na sessão de controlo ao Governo, no Congresso de Deputados, pelo líder socialista, Alfredo Pérez Rubalcaba.

Afirmando que o mais importante é continuar a avançar com medidas para conseguir o crescimento e a criação de emprego, Rajoy disse que as previsões para este ano já foram corrigidas uma vez e serão ajustadas quando a nova atualização do programa de estabilidade for apresentado a Bruxelas, em abril.

"Estamos a estudar todas as informações disponíveis falando com a Comissão e se for necessário procederemos a uma retificação, a uma mudança nessas previsões, como a feita pelo Fundo Monetário Internacional e pela Comissão Europeia. De facto, acho que vamos mudar as previsões", admitiu.

Rajoy afirmou que as previsões devem adequar-se à realidade do país e à do conjunto da economia europeia e mundial e explicou que os organismos internacionais mudam várias vezes as suas previsões porque há fatores que podem obrigar a isso.

Apesar disso o presidente do Governo espanhol afirmou que se cumpriram substancialmente as previsões económicas do Governo para 2012, com a queda do PIB a ser de 1,4%, quando se previa uma queda de 1,5%, a correção do défice para 6,7 (a previsão era de 6,3), ou o desemprego que subiu para os 25 por cento quando se previa 24,6%.

Já Rubalcaba lamentou que a revisão das previsões do Governo seja feita sempre em baixa, que se afastem cada vez mais das do Fundo Monetário Internacional e que a legislatura termine, em matéria de emprego, pior do que começou.

Instado a clarificar a correção nas previsões, nos corredores do parlamento, o ministro da Economia, Luis de Guindos, disse aos jornalistas que as novas previsões serão "muito conservadoras" para que o processo de ajustamento seja "muito credível".

O governante escusou-se a avançar dados, mas afirmou que a própria Comissão Europeia já disse que Espanha não precisa de realizar mais ajustes em 2013 e que para os anos próximos se vai medir o esforço em termos estruturais, eliminando a influência do ciclo económico.

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