Quotas de Pesca: acordo "histórico" com mais carapau, mas menos bacalhau

Ministra Assunção Cristas salientou que, desde que chegou ao governo, Portugal "conseguiu sempre aumentar a quota de pesca"

A ministra da Agricultura e Pescas fechou esta noite, em Bruxelas, "um acordo histórico", com a União Europeia, que vai permitir aos armadores portugueses a captura de "18 por cento", no conjunto global das espécies.

A ministra desvaloriza o corte de 3 por cento no total admissível de captura de bacalhau no próximo ano, dizendo que "é mínimo". "O bacalhau teve uma diminuição mínima, na casa dos 3 por cento", disse a ministra, o que representa cerca de 200 toneladas a menos.

O carapau é a espécie que têm o aumento mais significativo. "Aumentou cerca de 67 por cento [no conjunto] das duas quotas. E, isto permite-nos, por exemplo deixar de importar 16 milhões de euros em carapau".

Em relação ao lagostim, Portugal inverte uma tendência que se verificava nos últimos 10 anos de cortes e "pela primeira vez, conseguiu aumentar e reverter esta tendência e cresceu em 15 por cento", anunciou a ministra. Os armadores nacionais vão ainda poder capturar mais 14 por cento de tamboril, em relação a 2014.

Já o areeiro sofre o corte de 39 por cento. O total admissível de captura do cantarilho cai para menos de metade, com um corte de 53 por cento.

Assunção Cristas salientou que, desde que chegou ao governo, Portugal "conseguiu sempre aumentar a quota de pesca", sendo a soma dos 4 anos em que participou nas negociações de 46 por cento a mais nas quotas de pesca.

Questionada pelo explica estes números, do ponto de vista da contribuição portuguesa para a sustentabilidade dos oceanos, Cristas afirmas que "todos os números são estribados em pareceres científicos (...) e num trabalho de procura da sustentação científica do bom estado dos stocks para que sejam possíveis".

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