Querem cortes mas não têm estratégia para criar empregos

Ao contrário dos anos anteriores, Barack Obama não aproveitou o Estado da Nação para propor um novo programa para recuperar a economia ou criar mais empregos. Pela primeira vez a tónica do discurso do Presidente foi a redução da despesa e a concentração do investimento em áreas estratégicas. O Partido Conservador quer cortes ainda mais drásticos. Economistas criticam.

Obama propôs um congelamento de cinco anos nos gastos públicos, que em dez anos levará à poupança de 400 mil milhões de dólares. A excepção são áreas como a educação, as infra-estruturas de transportes e comunicações e a investigação. Os Republicanos querem mais: um corte imediato em todos os programas não relacionados com a defesa, que tirará 100 mil milhões da economia nos próximos meses.

Ao Washington Post, economistas lembraram que os EUA registam ainda 9,4% de taxa de desemprego e temem que a iniciativa dos Republicanos inverta o início de recuperação que a economia norte-americana tem demonstrado e a volte a mergulhar na estagnação ou recessão. Os economistas também consideram que nem Obama, nem o seu partido e nem os Republicanos demonstram ter qualquer estratégia para recuperação a curto prazo do mercado laboral, que vai ser o principal assunto na mente dos americanos quando votarem para as eleições presidenciais de 2012.

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