Queda do volume de negócios na restauração deve atingir 25% entre 2011 e 2013

O volume de negócios na restauração deverá acumular uma queda de 25% entre 2011 e o final deste ano, segundo o relatório do grupo de trabalho encarregado de avaliar o impacto da subida do IVA no sector.

"O nível de atividade deste sector reduziu-se em 4,5% em 2011, em 12,3% em 2012 e 8,7%, em termos médios mensais, até maio de 2013, estimando-se que a contração acumulada até ao final deste ano se possa situar em cerca de 25%", revela o relatório do grupo de trabalho interministerial criado para estudar a fiscalidade na restauração, que é hoje entregue no Parlamento.

O sector da restauração e similares "tem vindo a verificar uma tendência de decréscimo de atividade no âmbito da contração do consumo verificada em Portugal nos últimos anos", com o volume de negócios, emprego e número de empresas do sector a caírem 12,3%, 7,8% e 2,4%, respetivamente, em 2012 face a 2011. Uma tendência que, nota contudo o relatório, já se verificava antes da subida do IVA no sector.

"Desde 2009, o nível de atividade deste sector tem sido influenciado por um conjunto variado de fatores, nomeadamente a alteração estrutural dos padrões de consumo, o aumento da taxa de poupança, a redução do rendimento disponível das famílias, refletindo o processo de ajustamento macroeconómico em curso, incluindo-se também, a partir de 2012, a reestruturação da taxa de IVA aplicável a este sector", lê-se no documento divulgado pelo Governo.

No que respeita ao emprego, o número de pessoas empregadas diminuiu 7,8% em 2012 face a 2011, depois de entre 2010 e 2011 (antes da alteração da taxa de IVA para 23%) já ter recuado 4,8%.

A este nível, os dados oficiais apontam em 2012 para um aumento do número de desempregados no sector em cerca de 7.800.

Contudo, o relatório avança dados divulgados em agosto pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que referem "uma melhoria significativa dos níveis de emprego no segundo trimestre de 2013, face ao trimestre anterior", identificando os sectores do alojamento, restauração e similares como "um dos segmentos aos quais se ficou a dever o acréscimo observado".

Como consequência, no segundo trimestre deste ano "a tendência observada no desemprego atenuou-se, levando a que o incremento do número médio de desempregados observado no primeiro semestre de 2013 fosse inferior ao verificado em 2012, ou seja se tenha situado em 7.600 indivíduos, face ao primeiro semestre de 2012".

Relativamente ao número de empresas, o grupo interministerial diz ter-se mantido em 2012 a tendência de redução já verificada em 2011, tendo o ritmo de quebra acelerado de 1,6% para 2,4%.

Em 2012, face a 2011, houve uma diminuição de 1.733, para 71.908, no total de sujeitos passivos a entregar declaração periódica no sector da restauração e similares.

Quanto ao número de empresas em atividade no sector a apresentar declaração modelo 22 (IRC) em 2013, face a 2012, a redução foi de 2,5% (menos 772 empresas).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG