PS quer corte salarial a António Borges

Consultor do Governo defende que ninguém quer um país pobre, mas que o ideal seria que os salários descessem. Miguel Laranjeiro classificou as declarações de "inacreditáveis e inaceitáveis".

Em declarações feitas esta quinta-feira à Rádio Renascença, Miguel Laranjeiro, do PS, classificou de "inacreditáveis e inaceitáveis" as declarações do consultor do Governo António Borges, segundo o qual ninguém quer um país pobre, mas o ideal seria que os salários descessem.

O deputado socialista disse ainda estar incrédulo com as palavras do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que na quarta-feira afirmou que seria "sensato" diminuir o salário mínimo nacional em tempo de crise.

"O Partido Socialista rejeita completamente esta política. Para nós, a competitividade não pode ser feita com base nos baixos salários, a nossa competitividade tem de ser feita com os países mais desenvolvidos, não é com os países do sudoeste asiático", afirmou Miguel Laranjeiro, adiantando que "essas são declarações absolutamente lamentáveis de um consultor que tem um contrato milionário com o Governo. A redução do valor desse contrato seria uma boa primeira medida".

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