Privatização da TAP "na frente da agenda" do Governo

O secretário de Estado dos Transportes afirmou hoje que o Governo tem uma "vontade firme" de "continuar a pôr na frente da agenda" a privatização da TAP, mas que o avanço no processo aguarda um novo decreto-lei.

A falar aos jornalistas à margem da apresentação do projeto do novo terminal de cruzeiros do Porto de Lisboa, Sérgio Monteiro foi questionado sobre o que representava, no quadro das intenções do Governo de privatizar a TAP, a visita a Portugal, no dia 10 de junho, da Presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

"A vinda de Dilma Rousseff representa a vontade firme que o Governo português tem de continuar a pôr na frente da agenda essa privatização. Nesta ocasião, não mais do que isso. Precisaremos sempre de ter uma decisão preliminar em conselho de ministros, um novo decreto-lei que aprove as regras da privatização, e isso ainda não aconteceu", disse Sérgio Monteiro.

O secretário de Estado dos Transportes acrescentou ainda que os "assessores financeiros" do Governo, a par do consultor do executivo para as privatizações, António Borges, " têm estado a fazer a avaliação das condições de mercado" e "a falar com os potenciais concorrentes por todo o mundo".

Hoje, o embaixador do Brasil em Lisboa, Mário Vilalva, declarou que empresas brasileiras estão interessadas nas privatizações de empresas portuguesas como a TAP e CTT, e na concessão dos estaleiros navais de Viana do Castelo.

Na segunda-feira, o jornal brasileiro "Folha de São Paulo" escrevia que o Governo brasileiro pretende que o empresário com passaporte norte-americano e brasileiro David Neeleman adquira a TAP, cujo processo de privatização falhou no ano passado.

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