Portugal vê "com bons olhos" plano contra o desemprego

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje que Portugal vê "com muito bons olhos" a proposta hoje apresentada por Bruxelas para redução do desemprego entre os jovens. Quanto à Grécia, recusa a vigilância orçamental comunitária proposta pela Alemanha.

Portugal, sublinhou o primeiro-ministro, "tem sofrido particularmente com esta situação", e programas de apoio de perfil europeu aumentam as "possibilidades de intervenção" para fazer face ao problema.

Passos Coelho falava aos jornalistas no final de um Conselho Europeu informal, que decorreu durante o dia de hoje em Bruxelas.

Os líderes da União Europeia comprometeram-se a apresentar "planos nacionais de emprego" com medidas concretas destinadas a reduzir as taxas de desemprego.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, havia proposto ao começo da tarde aos oito Estados-membros da UE com as maiores taxas de desemprego de jovens, entre os quais se encontra Portugal, o lançamento imediato de programas-piloto para reduzir o fenómeno do desemprego entre os jovens.

Em relação à Grécia, Passos Coelho disse que a situação foi discutida apenas no final. O primeiro-ministro considerou a proposta, avançada pela Alemanha, de colocar a Grécia sob uma vigilância orçamental comunitária não é o melhor caminho, nem para a UE, nem para a Grécia.

"Creio que existem melhores maneiras de a UE garantir que o apoio que presta à Grécia será bem concretizado e de a própria Grécia ganhar mais confiança na execução do seu próprio programa", afirmou o primeiro-ministro português.

Passos Coelho escusou-se a adiantar de que outra forma podem ser dadas essas garantias, insistindo apenas que "há com certeza melhores maneiras de garantir", dos dois lados, que os resultados sejam alcançados.

Apontando que "a situação portuguesa não foi discutida", o primeiro-ministro revelou que só no final do Conselho Europeu houve oportunidade de se ouvir um ponto da situação do que se está a passar com o novo programa da Grécia e a renegociação (de Atenas) com credores privados que antecederá esse segundo programa.

"Existe em toda a UE um desejo claro de que esse processo se possa encerrar o mais depressa possível. A situação grega continua a ser, ao fim de todo este tempo, o principal fator de instabilidade", disse.

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