Portugal reiterou "determinação" e tranquilizou Eurogrupo

A ministra das Finanças disse hoje que reiterou aos seus parceiros da zona euro a "determinação" do Governo em cumprir o programa de ajustamento e afirmou que o Eurogrupo ficou "tranquilo" com a mensagem de estabilidade transmitida.

"Reiterei a determinação do Governo português em honrar os seus compromissos externos e executar este programa de ajustamento até à sua conclusão, em junho de 2014, tal como esteve sempre previsto", afirmou Maria Luís Albuquerque, em declarações aos jornalistas, no final da reunião ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), que decorreu em Bruxelas.

A ministra reconheceu que uma "situação de instabilidade política" durante a execução de um programa de ajustamento, como a vivida em Portugal na semana passada, "é sempre uma situação em que há maior fragilidade".

A governante disse que os parceiros do Eurogrupo manifestaram "preocupação" com a continuidade da concretização do plano de resgate, apesar de reconhecerem que "Portugal tem tido um bom desempenho" e tem alcançado "resultados muito significativos".

"No entanto, o Eurogrupo ficou tranquilo com a mensagem de estabilidade que foi passada", acrescentou Maria Luís Albuquerque, que hoje participou pela primeira vez como ministra das Finanças numa reunião dos titulares da pasta dos 17 países da zona euro.

A ministra disse que informou os seus homólogos sobre "os termos" do acordo político para assegurar a continuidade a coligação governamental PSD/CDS, que aguarda uma "decisão final" do Presidente da República.

"A solução governativa que foi proposta ao senhor Presidente da República permitir-nos-á também iniciar um novo ciclo, mais positivo, na nossa vida nacional", declarou a ministra, acrescentando que "existem já alguns sinais encorajadores na situação económica".

A titular da pasta das Finanças afirmou ainda que, perante os ministros das Finanças da zona euro, realçou a "importância" de Portugal "manter o caminho de manutenção da credibilidade e confiança" que soube "conquistar" nos últimos dois anos.

O líder do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou no sábado um entendimento político com o CDS-PP, no âmbito do qual Paulo Portas foi proposto para vice-primeiro-ministro com a responsabilidade da coordenação económica, reforma do Estado e ligação à ?troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional)

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