Passos quer venda rápida para reduzir riscos

O primeiro ministro quer que o novo banco seja vendido rapidamente para evitar riscos no sistema financeiro. Sobre a demissão de Vítor Bento e da sua equipa agradece o trabalho feito e diz que este já explicou os motivos. E elogia o trabalho do governador do banco de Portugal.

"Ninguém pode dizer que a economia está isenta de riscos. O que procuramos fazer foi uma maneira de minimizar riscos e creio que fizemos tudo ao alcance. Houve um esforço com a ministra das finanças para dar todo o apoio ao governador do banco de Portugal para minimizar riscos e promover uma boa venda do novo banco" disse Pedro Passos Coelho, referindo o banco de Portugal relativamente ao BES quando decidiu fazer a resolução do banco e teve 100% apoio do governo nessa matéria.

Sobre a verba, o primeiro ministro foi claro quanto menos tempo levar melhor. "Nos termos da resolução, a venda tem de ocorrer num prazo máximo de dois anos. Quanto mais tempo decorrer, maior risco há na operação. Estamos convencidos que todo o sistema financeiro tem também interesse que o processo não se arraste. Precisamos de bancos saudáveis e não interessa que paire durante muito tempo a interrogação de quanto pode custar a venda do banco".

Sobre a saída de Vítor Bento , diz que respeita a decisão. "Enalteço o esforço de Vítor Bento e da sua equipa fez dentro do programa que tínhamos e que implicava uma tarefa muito exigente. A forma como agarrou o novo banco foi decisiva para que o projeto iniciasse de forma credível, importante para o estabelecimento do sistema financeiro", afirmou reforçando a ideia que não estão preocupados com as eleições do próximo ano.

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