Passos diz que défice de 4% depende de variáveis que nem sempre estão na nossa mão

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o cumprimento da meta de 4% para o défice de 2014 depende de variáveis que nem sempre estão na mão do Governo português, admitindo que "há riscos, como é evidente".

Durante um período de declarações aos jornalistas, num hotel da Cidade do México, onde se encontra em visita oficial, Pedro Passos Coelho foi confrontado com o facto de a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, ter dito que "fatores que o Governo não controla" podem fazer com que o défice atinja 6,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.

"O que a senhora ministra das Finanças fez foi transmitir aos portugueses com muita transparência que, se o orçamento é um orçamento feito para um défice de 4%, como é esperado que seja da parte dos nossos credores, é verdade também que isso depende de variáveis que nem sempre estão na nossa mão", reagiu o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

"Mas sobre isso tem-se falado abundantemente e eu não vou acrescentar mais nada, muito menos sobre o Tribunal Constitucional, de que já se falou o suficiente", acrescentou.

Segundo Passos Coelho, "há sempre riscos, como é evidente", contudo, "não há novos riscos", mas os mesmos que "de há muito tempo a esta parte" Portugal vem enfrentando, "de natureza interna e de natureza externa".

Interrogado se o défice em 2014 poderá chegar aos 6,8% do PIB, Passos Coelho respondeu que "não é assim", contrapondo: "O que a senhora ministra disse, e eu confirmo, é que já em anos anteriores uma coisa é o que nós acordamos com os nossos credores, outra coisa é o que seria o défice se medidas extraordinárias não fossem adotadas. São coisas diferentes".

"Ora, o défice que nós atingiremos em 2014 será de 4% com as medidas que estão neste Orçamento do Estado", completou.

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