"Ordenados da EDP não têm implicação na fatura da eletricidade"

António Mexia, presidente da EDP, defende que o grande problema da energia em Portugal não está nas alegadas rendas excessivas pagas pelo Estado ao setor energético, mas na dependência do petróleo que o País ainda não conseguiu solucionar.

Em entrevista ao Gente que Conta, programa conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, da TSF, Mexia defende que o défice tarifário do setor da energia tem sido financiado pela EDP. Assume que, para a empresa, o mercado liberalizado não será um problema e afirma que o mercado ibérico é, ao nível europeu, dos mais concorrenciais.

Sobre a privatização da EDP, diz que os novos acionistas permitirão à elétrica deslocar-se e investir em "novas geografias", mas admite que a prioridade do plano estratégico é a consolidação financeira. Das nomeações para o conselho geral e de supervisão, não alimenta polémicas e sublinha que se trataram de escolhas dos acionistas, elogiando o trabalho de Eduardo Catroga.

Em relação ao momento que o País atravessa, comenta o programa de ajustamento dizendo que terá de ser feito num prazo demasiado curto e sublinha que faltam 20 mil milhões de euros para financiar a economia privada. Mas elogia o executivo e reforça que Portugal está a fazer aquilo que lhe compete.

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