OPA tem como objetivo ter uma participação relevante na Oi

Porta-voz de Isabel dos Santos esclarece que OPA à Portugal Telecom SGPS visa a empresa brasileira da qual a PT detém 25%.

A oferta lançada pela Terra Peregrin sobre a Portugal Telecom (PT) SGPS tem como objetivo ter uma participação relevante na brasileira Oi e garantir a unidade do grupo PT, disse hoje o porta-voz da empresária angolana Isabel dos Santos.

A Terra Peregrin - Participações SGPS, da empresária Isabel dos Santos, anunciou hoje o lançamento de uma oferta pública geral e voluntária de aquisição (OPA) sobre a PT SGPS, oferecendo 1,35 euros por ação.

A oferta de compra é sobre a PT SGSP, que está cotada em bolsa e que detém uma participação de 25% da operadora brasileira Oi, além da dívida de quase 900 milhões de euros da Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES), entretanto falida.

"O objetivo final é a aquisição de uma participação relevante, mas minoritária e não de controlo, no capital da Oi, permitindo a manutenção da unidade do grupo Portugal Telecom, reconhecendo e potenciando a capacidade tecnológica da empresa, ao mesmo tempo que é reforçada a capacidade da Oi num momento crítico do mercado de telecomunicações", explicou o porta-voz da empresária.

Esta oferta, "embora não tenha sido concertada previamente com a sociedade visada ou com a Oi, é positiva e colaborante", adiantou.

"Não sendo uma oferta hostil, iremos iniciar de imediato um conjunto de contactos com as entidades relevantes, sabendo que esta nossa iniciativa pressupõe a congregação de um conjunto de vontades", acrescentou a mesma fonte.

A oferta faz parte de "um plano de crescimento de longo prazo e de reforço das capacidades e dos ativos humanos das empresas envolvidas e propõe uma contrapartida financeira justa e equitativa", disse ainda o porta-voz de Isabel dos Santos.

O anúncio preliminar de lançamento da OPA "foi feito com conhecimento prévio dos nossos parceiros portugueses do grupo Sonae, em harmonia com os objetivos definidos aquando da declaração conjunta difundida pela ZOPT na semana passada", referiu, garantindo que "o investimento realizado na NOS em nada será afetado".

A 05 de novembro, a ZOPT, que é detida em partes iguais pela Sonaecom e por Isabel dos Santos, manifestou a disponibilidade para "integrar uma solução" para a PT que promova "a defesa do interesse nacional".

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