OGMA inicia rescisão com mais de 30 trabalhadores

A OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal iniciou um processo de rescisão de contratos com mais de trinta trabalhadores, estando ao mesmo tempo a contratar pessoal, em alguns casos para as mesmas funções, disse à Lusa fonte da empresa.

Os trabalhadores em causa, desde já em situação de 'lay-off', já receberam ou estão a receber cartas de dispensa temporária, em que lhes são propostos valores de indemnização para rescisão definitiva na ordem de 1,5 salários por cada ano de casa. "É uma acção de gestão normal", disse à Lusa fonte oficial da OGMA, acrescentando que "a empresa não é imune a uma crise mundial, que também afectou bastante o sector da aviação". No entanto, a mesma fonte da empresa disse que "ao mesmo tempo que se processam estas rescisões estão a ser contratadas pessoas, algumas até para funções semelhantes".

Por outro lado, a fonte oficial recusou a ideia de que a maioria dos trabalhadores em processo de rescisão pertençam à "área de fabricação", explicando que também há funcionários de outras áreas, como a produção e o apoio à produção. O SITAVA, o sindicato que na empresa tem maior número de sindicalizados, manteve hoje uma reunião com a administração da empresa, que interrogou sobre o número de trabalhadores envolvidos, montantes envolvidos e racionalidade económica do programa.

Na reunião, a empresa indicou aos sindicatos que o "comportamento profissional" tem sido um critério importante na decisão de rescisão. O sindicato relatou ainda que a administração disse também que está empenhada em acções de formação profissional de forma a reconverter um número não especificado de trabalhadores em áreas alternativas.

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