"Ocultação" de plano B é "obscuridade democrática"

O líder do BE afirmou hoje que "a ocultação" ao país de "um plano B" do Orçamento do Estado representa "falta de transparência e obscuridade democrática" e uma intenção do Governo de cortar mais salários e pensões.

"Na quinta avaliação da "troika' é dito que o Orçamento do Estado que agora nos é apresentado é somente uma das faces, sendo que o plano B fica escondido, um conjunto de medidas que não nos são enunciadas mas que deverão levar a um corte suplementar na despesa, se o efeito recessivo destas medidas vier a provocar uma diminuição das receitas fiscais, como é absolutamente inevitável que aconteça", declarou Francisco Louçã.

O coordenador da comissão política do BE, que discursava no encerramento das jornadas parlamentares do partido, em Lisboa, criticou "a falta de transparência e a obscuridade democrática que é a ocultação deste plano B" e acusou o executivo PSD/CDS-PP de "sempre que fala de mais cortes na despesa" estar "a falar de salários dos trabalhadores e pensões dos reformados".

"É a isso que o Governo chama despesa e é aí que pensa cortar", disse.

Para Louçã, esta receita "só pode conduzir a mais medidas com a espiral recessiva a que vai levar a economia portuguesa".

Segundo o Jornal de Negócios, a proposta de Orçamento do Estado para 2013 está entregue, mas não será o único plano do Governo para o próximo ano.

O jornal, que cita fonte da Comissão Europeia, diz que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, tem um mês para apresentar à "troika' um novo pacote de medidas de corte na despesa, uma espécie de "plano B" que terá de estar pronto a ser colocado no terreno em 2013, caso se comece a registar uma nova derrapagem no cumprimento da meta de défice orçamental.

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